ESPM-Sul apresenta a terceira edição da pesquisa sobre Comunicação Corporativa no RS
Mapear as características e as mudanças do segmento da Comunicação Corporativa nas empresas gaúchas é o objetivo de levantamento, realizado por professores do curso de jornalismo da ESPM-Sul e alunos integrantes da Empresa Júnior. Os resultados da terceira edição da Pesquisa Cenários da Comunicação Corporativa no RS serão apresentados na próxima quinta-feira, 29 de setembro, na sede da instituição (Rua Guilherme Schell, 268, no Auditório C), em Porto Alegre. A fim de trazer uma contribuição para a discussão, a vice-presidente da agência de comunicação corporativa CDN Yara Peres, ministrará a palestra “O valor intangível da marca”.
A executiva da agência que há quase 30 anos se dedica a construir relacionamentos defende que, hoje, o consumidor de produtos e serviços exige muito mais de suas marcas preferidas. Ele tem o poder de checar, comparar, denunciar e espera coerência entre o que as marcas dizem que fazem e o que realmente estão fazendo. Só assim permitem a entrada delas em suas vidas. “E ele tem poder para impedir qualquer relação com marcas que “mentem”. E tem poder para divulgar isso de forma rápida e ampla, por meio das mídias sociais. Será que as marcas estão preparadas para os novos desafios? Será que elas já entenderam que precisam mudar a qualidade da sua comunicação com esse novo público surgido da revolução digital que aplainou o mundo?”, questiona Yara.
O levantamento, efetuado entre maio e junho deste ano com a orientação das professoras Liliane Antunes Rohde e Rosângela Florczak, retrata a percepção de 202 empresas do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking das 500 maiores companhias da Região Sul realizado pela revista Amanhã. A pesquisa, além de mapear o cenário da comunicação corporativa no RS, nos ajuda a melhorar a dinâmica de sala de aula, ao conhecer melhor o perfil dos profissionais que atuam na área. Além disso, a ESPM é pioneira neste estudo, que há mais de três anos mapeia um segmento do mercado em ascensão”, explica a diretora do curso de Jornalismo, Janine Lucht.
Sobre a pesquisa:
Com foco na iniciativa privada, o estudo busca desenhar o perfil da comunicação corporativa nas organizações gaúchas e apresenta o perfil dos profissionais, serviços prioritários, fornecedores, orçamentos que movimenta e a expectativa de crescimento do setor. Visa refinar as características do segmento nas empresas do Rio Grande do Sul e comparar os resultados atuais com os do trabalho passado, com a finalidade de identificar as possíveis mudanças no setor.
Alguns resultados relevantes:
O predomínio de mulheres na área
Quando um comparativo é estabelecido entre as edições da pesquisa, observa-se que o sexo feminino teve um aumento de representatividade de 11% do ano de 2014 para o ano de 2016. Já o sexo masculino obteve decréscimo pouco significativo, de 3%. Além de ser a maioria na liderança, também representa um prevalecimento das mulheres (62%) perante aos homens nas equipes.
Posição da comunicação no organograma da empresa
A área de comunicação está inserida em 43% das empresas no nível da diretoria. Já os níveis de gerência e de coordenadoria possuem porcentagens aproximadas, sendo 23% e 22%, respectivamente. No comparativo entre os anos de 2016 e 2014, observa-se que a área de comunicação passou a deter uma importância maior dentro das empresas. Ocorreu um aumento significativo de 17% das empresas que posicionam a área de comunicação no nível de diretoria, passando de 26% a 43%.
Grau de importância do setor na empresa
Para 90% das empresas, a área de comunicação corporativa é considerada muito importante ou importante. Outras classificações, como indiferente e pouco importante, correspondem a apenas 10%.
Atividades mais desenvolvidas na comunicação.
Os níveis variam de 1 (pouco importante) e 5 (muito importante).
Acompanhamento da gestão da marca – 4.28
Mídias sociais – 3.97
Assessoria de imprensa – 3.58
Gestão de Crise – 3.56
Eventos e palestras – 3.54