5 de maio de 2026 - Por Paulo Fernandes, Consultor Estratégico de Mídia & Negócios na PRCA Estratégia. Negociação. Resultado
O custo invisível de não poder ser quem você é no trabalho.
Ao longo da minha trajetória profissional, tive a oportunidade de chegar a posições de liderança relevantes, como diretor comercial na TV Globo.
Mas essa jornada não foi linear.
Durante parte desse caminho, precisei administrar algo que muitas pessoas ainda enfrentam no ambiente corporativo: até que ponto é possível ser quem você é no trabalho?
Com o tempo, ficou claro para mim que essa não é apenas uma questão pessoal ou cultural.
É uma questão de desempenho.
Ambientes onde as pessoas precisam esconder parte de quem são não são apenas menos inclusivos. São menos eficientes.
Quando uma pessoa precisa gastar energia para se adaptar, se proteger ou se enquadrar, essa energia deixa de ser direcionada para o que realmente importa: O trabalho a entrega, o resultado.
E isso tem impacto direto.
Impacto na produtividade.
Impacto na confiança.
Impacto na velocidade de crescimento.
Impacto no turnover.
Ao longo dos anos, também ficou evidente que empresas que conseguem criar ambientes mais abertos, seguros e respeitosos colhem benefícios concretos.
As pessoas performam melhor.
Os times se tornam mais colaborativos.
A retenção aumenta.
E o negócio responde.
Não se trata apenas de diversidade.
Trata-se de eficiência.
Hoje, olhando essa trajetória, fica claro para mim que parte do potencial de muitas organizações ainda está sendo desperdiçado, não por falta de talento, mas por falta de ambiente.
Tenho refletido bastante sobre esse tema bem como da importância em compartilhar essa minha visão e vivência com empresas e lideranças interessadas em construir ambientes mais produtivos, humanos e alinhados com a realidade das pessoas.
Porque, no fim, permitir que alguém seja quem é no trabalho não é apenas uma questão de cultura.
É uma decisão de negócio.
Vamos levar essa experiência para seus colaboradores?