Alunos do curso de Jornalismo da ESPM-Sul conquistam o prêmio de Direitos Humanos da OAB
O curso de Jornalismo da ESPM-Sul encerra o ano de 2017 com uma importante conquista. Os estudantes do sétimo semestre foram vencedores na 34º edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, que teve como tema “Direitos Humanos e o combate a toda e qualquer forma de violência”. O evento é promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) em parceria com o Movimento de Justiça e Direitos Humanos; a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC/RS) e a Regional Latinoamericana da União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação (UITA).
O projeto “O Jornalismo Sob Pressão – Repórteres Atrás das Grades” foi realizado pelos jovens Alice Ricaldone, Luíza Buzzacaro Barcellos, Diogo Zanella, Rafael Moraes, João Vítor Pereira, Carina Nardi, Emily Mallorca, Clarissa Muller, Isabela Tomain e Bruna Rohleder. Sob a orientação da orientação da professora, Tanira Lebedeff, o desenvolvimento do trabalho faz parte da disciplina de Jornalismo Internacional da Escola.
Na atividade proposta em de sala de aula, os alunos pesquisaram cases de jornalistas detidos no/ou pelo exercício da profissão. Entre eles, um fotógrafo preso na Turquia, condenado a chibatadas na Arábia Saudita. Os alunos também fizeram o vídeo “Jornalismo não é crime”, como alerta para a questão. Todo material multimídia está publicado na página do Medium (https://medium.com/jornalismo-não-é-crime). Para fundamentar os cases, os jovens buscaram informações das ONGs Repórteres Sem Fronteiras e Comitê para Proteção de Jornalistas. Segundo a professora, cada aluno buscou um case e contou a história de sua maneira. O trabalho fez com que os alunos realmente refletissem e entendessem a importância de discutir o assunto. “Eles reconheceram o valor da liberdade de expressão e de imprensa e do jornalista como um agente de denúncia de fiscalização dos direitos humanos”, explica Tanira. De acordo com a orientadora, alguns objetivos da tarefa foram compreender os obstáculos que estes enfrentam para exercer a profissão, refletir sobre o exercício da atividade e a importância de seu poder de denúncia.
“Ficamos muito felizes com esse reconhecimento, atestado de que conseguimos provocar empatia e alertar para o caso desses colegas que tiveram a liberdade cerceada. Mais que a valorização do currículo, o prêmio confere visibilidade para o trabalho que se propõe a provocar a reflexão sobre o tema”, avalia a docente.
Dados sobre a violência contra os jornalistas: Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), 259 jornalistas estavam detidos em prisões de todo o mundo em 2016. O Brasil está entre os doze países com o maior número de crimes contra jornalistas que continuam sem solução, segundo o Índice Global de Impunidade do CPJ (2017). No ranking de liberdade de imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras de 2017, o Brasil ocupa o 103º lugar entre 180 países.