20 de janeiro de 2026 - Por Wellington Machado, Dir. Comercial & Marketing TV Record Guaíba
Comunicação em 2026: entre o ruído, a relevância e a paixão por fazer bem feito
Vivemos um tempo curioso. Nunca se produziu tanta comunicação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil ser relevante. O excesso de estímulos, plataformas, formatos e promessas fez com que atenção virasse moeda rara — e confiança, artigo de luxo.
Ao olhar para 2026, vejo a comunicação gaúcha, brasileira e mundial passando menos por uma revolução tecnológica isolada e mais por uma reorganização de valores.
Do impacto ao significado
Por muito tempo, comunicar foi sinônimo de interromper. Hoje, comunicar é conectar. Marcas que entendem isso deixam de disputar segundos e passam a construir relações. Isso vale para o Rio Grande do Sul, para o Brasil e para qualquer mercado que queira continuar existindo de forma saudável.
A comunicação gaúcha tem algo muito valioso: proximidade, identidade e verdade. Em um mundo cada vez mais genérico, o regional volta a ser diferencial. Não como algo menor, mas como algo mais humano.
Multiplataforma não é moda, é método
Não acredito mais em campanhas pensadas para um único meio. Acredito em entregas multiplataforma inteligentes, onde cada ponto de contato cumpre um papel claro na jornada do público.
A televisão segue sendo um pilar central dessa construção. Mas não sozinha. Ela conversa com o digital, com o social, com experiências físicas, com dados e com criatividade aplicada de forma estratégica.
Quando bem utilizada, a TV deixa de ser apenas meio e passa a ser plataforma de experiências.
O valor das ações no media e da cocriação
Vejo 2026 como um ano em que ações no media ganham ainda mais força. Não aquelas ações vazias, feitas apenas para chamar atenção, mas projetos pensados desde o início para gerar conversa, engajamento e resultado real.
Isso só acontece quando existe cocriação. Veículos, agências e clientes sentados à mesma mesa, construindo juntos. Menos briefing engessado, mais troca. Menos ego, mais projeto.
O futuro da comunicação não está em quem fala mais alto, mas em quem escuta melhor.
A preparação para a TV 3.0
Estamos vivendo um momento decisivo de preparação para a TV 3.0. Não é apenas sobre tecnologia, interatividade ou dados. É sobre mentalidade.
A TV do futuro será mais personalizada, mais mensurável e mais integrada — sem perder aquilo que sempre foi seu maior ativo: credibilidade, alcance e emoção.
2026 será um ano de ajustes, testes e aprendizado. Grandes desafios? Sem dúvida. Mas também grandes oportunidades para quem entende que evolução não é romper com o passado, e sim potencializá-lo.
Paixão ainda é o maior diferencial
Apesar de toda a tecnologia, dados e inteligência artificial, sigo acreditando que o maior diferencial da comunicação continua sendo gente apaixonada pelo que faz.
Acredito no Rio Grande do Sul. Acredito no Brasil. E acredito que existem horizontes extremamente férteis para profissionais, marcas e veículos que trabalham com verdade, coragem e amor pela comunicação.
Em um mundo barulhento, quem faz com propósito sempre será ouvido.