12 de julho de 2021 - Por Germano Bedin

Sair do Home Office. E agora?

Por Marcia Budke, diretora da Brazo Mídia  e Sócia ARP

Todo mundo já ouviu falar do futuro. E o futuro é um tempo que parece nunca chegar pois, afinal, estamos sempre no presente. E assim a vida de todos segue, nós aqui no presente, tentando antecipar ou mesmo adivinhar um cenário que se formará lá na frente, e para o qual temos que estar preparados desde já. Mas aí, de repente, no final do ano de 2019, e mais rapidamente a partir do início de 2020, eis que o futuro, aquele tempo que nunca chega, começou a chegar. E chegar para mudar tudo.

Ninguém esperava por isso, não é preciso nem dizer. Só que esse era um futuro que trazia uma novidade desagradável, pois veio associado a uma doença nova e desconhecida. Essa novidade é uma mudança radical no comportamento social, e principalmente na maneira de trabalhar das pessoas. Com as novas regras de distanciamento social, mudanças radicais surgiram, e muitas delas vieram para ficar.

Não, não se trata do fim do contato social pessoal, mas sim da difusão, primeiro por necessidade, e já agora por praticidade, do contato e do trabalho remoto. O grande aprendizado que tivemos sobre o home office é que ele funciona e que, inclusive, como aponta pesquisa da Harvard Business School, 81% das pessoas que estão em home office em razão da pandemia de Covid-19 preferem continuar trabalhando remotamente ou em um sistema híbrido após o fim da crise.  As longas reuniões, realizadas muitas vezes em lugares distantes, foram trocadas por reuniões virtuais, mais rápidas e com grandes economias de custos com deslocamentos e hospedagens, sem contar com a possibilidade de usar esse tempo para outras atividades do cotidiano, seja estudar outro idioma, ter um hobby, dar um passeio rápido com o cachorro, e viver mais com quem amamos. Muitos profissionais parecem estar mais satisfeitos, felizes e se sentindo, inclusive, mais produtivos com as novas realidades do trabalho remoto.

De repente todos descobriram, empresas e trabalhadores, que podem até ampliar seu leque de contatos de todos os tipos por meios virtuais, porque as distâncias físicas deixaram de ser aquele grande – e caro – empecilho. Agora, com a pandemia regredindo à medida que a vacinação avança, a pressão de muitos empregadores para que funcionários retornem ao escritório está encontrando resistência daqueles que vem adotando o home office como o novo padrão.

É visível como algumas áreas de negócios já estão sendo transformadas, e ganhando um grande impulso comercial, como, por exemplo, os serviços de entregas e logística em geral. O segmento de construção civil – e reformas – está vivendo uma nova explosão, com as pessoas criando ambientes que permitem que possam trabalhar e viver mais tempo em casa. As novas tecnologias se tornam cada vez mais necessárias e também mais transformadoras, dada às rápidas mudanças que o novo paradigma está trazendo. A própria comunicação humana está ganhando novas características e um novo peso, já que os contatos passaram a se tornar virtuais por muito mais tempo, antes de adentrarem uma fase presencial, que era como todos estavam acostumados antes da pandemia. Enfim, o futuro já chegou, e a ele nos adaptamos, o melhor e mais rapidamente possível. Até que um outro futuro chegue de novo.

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